IMAGENS DAS PLACAS DO COTIDIANO

As placas do cotidiano revelam os hábitos e costumes da população de Sobral e as condições meteorológicas no momento do eclipse.

As placas fotográficas também eram utilizadas para fotografar o dia a dia da população. Pessoas, monumentos, eventos, a natureza. Enfim, tudo era registrado neste dispositivo, que foi usado por mais de um século para guardar os momentos importantes da história das sociedades.

IMAGENS DAS PLACAS DO ECLIPSE

São apresentadas sete placas feitas no apse do eclipse. As observações foram realizadas com o telescópio refrator astrográfico do construtor Mailhat, com 15cm de abertura da objetiva e 8m de distância focal, conjugado com um celostato (conjunto de espelhos planos que permitem registrar a imagem refletida do Sol sobre uma placa fotográfica). Essas placas têm dimensão de 23,5cm x 18cm.

As imagens sobre as placas foram obtidas quando o disco da Lua encobriu totalmente o disco do Sol, momento que iniciou às 8:55hs, hora local, do dia 29 de maio de 1919. Durante 5 minutos e 13 segundos foi possível registrar o fenômeno.

Na parte inferior das placas pode-se ver uma escala de tons de cinza, chamada Sensitometria, utilizada para determinar a curva característica da emulsão fotográfica. A curva fornece a sensibilidade, o contraste, o fog e a região de saturação.

PROTUBERÂNCIA

Nos períodos de grande atividade, o Sol emite enormes arcos de plasma (gás ionizado) que são lançados a centenas de milhares de quilômetros na coroa solar. No eclipse de Sobral, o tamanho deste arco foi de aproximadamente 516 mil quilômetros, alcançando uma altura de 142.700 quilômetros. As duas imagens mostram os detalhes deste fenômeno

ESPECTROSCOPIA

Além de participar no apoio e na organização das observações do eclipse, a equipe brasileira fez observações da coroa solar usando um espectrógrafo, equipamento que faz o registro fotográfico das várias "cores" (frequência) que compõem a luz emitida pela fonte (no caso, o Sol).

O espectrógrafo é um equipamento que realiza o registro fotográfico de um espectro luminoso. Foi utilizado pela expedição brasileira para observar e analisar o mecanismo responsável pelo alto aquecimento da coroa solar. As "faixas" nas placas fotográficas representam a observação da região da coroa solar.

EQUIPES DE OBSERVAÇÃO DO ECLIPSE

Imagem das equipes que observaram o eclipse total do sol no dia 29 de maio de 1919, em Sobral (CE).

Da esquerda para a direita:
Equipe Brasileira: Luiz Rodrigues (1°), Theophilo Lee (2°), Henrique Morize (4°), Allyrio de Mattos (7°), Domingos Costa (9°), Lélio Gama (10°), Antônio C. Lima (11º) e Primo Flores (12º).
Equipe Inglesa: Charles Davidson (5°) e Andrew Crommelin (6°).
Equipe Americana: Daniel Wise (3°) e Andrew Thomson (8°).